Imagem de destaque MONTES CLAROS É REFERÊNCIA NO COMBATE À LEISHMANIOSE - Cidade recebe equipe da Organização Mundial de Saúde

MONTES CLAROS É REFERÊNCIA NO COMBATE À LEISHMANIOSE - Cidade recebe equipe da Organização Mundial de Saúde

23/06/2026 - 09:37
SECOM | Texto: Daniel Moraes | Fotos: Secretaria Municipal de Saúde

Montes Claros recebeu, nos dias 17 e 18 de junho, uma visita técnica do Grupo Técnico de Vigilância das Leishmanioses, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que está em missão no Brasil para conhecer o Programa de Vigilância e Controle das Leishmanioses Nacional, bem como sua organização no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).

A missão do grupo técnico cumpriu agendas em Brasília e em Montes Claros, cidade escolhida por sua relevância epidemiológica, excelência e pioneirismo no controle da doença no país.

As atividades incluíram visita ao laboratório de diagnóstico de leishmaniose visceral e ao laboratório de entomologia, visita ao ambulatório de dermatologia de leishmaniose tegumentar, visita a uma unidade básica de Saúde e acompanhamento das ações de vigilância realizadas pelo Município para o controle de reservatórios domésticos, incluindo a colocação de coleiras.

Segundo Maria Clara Lélis, diretora de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Montes Claros, a visita de parceiros tão relevantes expressa o reconhecimento do trabalho de excelência desenvolvido pelo Município no enfrentamento e controle da leishmaniose e marca “um momento rico de troca de conhecimentos e oportunidade de avançarmos ainda mais em nossas ações”.

COMBATE À DOENÇA – Para combater a leishmaniose em Montes Claros, a Prefeitura, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria de Saúde, tem adotado diversas ações, incluindo preventivas, educativas e de controle. Apenas em 2026, de janeiro a maio, foram realizadas 19.106 visitas domiciliares; 4.707 encoleiramentos e 302 cães sofreram eutanásia.

LEISHMANIOSE - A Leishmaniose Visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado, denominado flebotomíneo e conhecido popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras e birigui, dentre outros. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis.

A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da Leishmaniose Visceral.

Os principais sintomas são febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia.

A Leishmaniose Tegumentar é uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. A doença é causada por protozoários do gênero Leishmania. A doença é transmitida ao ser humano pela picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas. 

Os sintomas da Leishmaniose Tegumentar (LT) são lesões na pele e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser única, múltiplas, disseminada ou difusa. Elas apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As lesões mucosas são mais frequentes no nariz, boca e garganta.

Quando atingem o nariz, podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza, aparecimento de crostas e feridas.

Na garganta, os sintomas são dor ao engolir, rouquidão e tosse.

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